Mariano de Xangó

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08 fevereiro 2018

Educação Mediúnica é um Tema Central na Religião de Umbanda!


Educação mediúnica é um tema central na religião de Umbanda.

“Muita gente diz que a mediunidade é uma missão bonita.
Mas dizem também que se você não cumprir essa missão será punido. 
Mas, se a mediunidade é uma missão bonita, então não pode haver punição para quem não praticá-la.”

Rubens Saraceni – Fundamentos Doutrinários de Umbanda, Editora Madras.


Quando alguém adentrar pela primeira vez num Templo de Umbanda, notará que os praticantes fazem certas saudações rituais de significado ou valor por eles desconhecidos.
O comportamento exterior dos praticantes se altera: eles se tornam diferentes dentro do recinto consagrado às práticas religiosas.

Tudo isto faz parte de educação mediúnica e os comportamentos têm de estar afinados com o que se realiza dentro de um espaço consagrado.

Mas até aqui ainda estamos abordando aspectos exteriores da formação religiosa.
Ao nos voltarmos para o interior dela, deparamo-nos com a educação mediúnica.

Para colocar o médium em sintonia com o mundo invisível, cria-se toda uma pré-disposição às manifestações espirituais e aos rituais magísticos.

A educação mediúnica é muito importante, pois só se reeducando internamente um médium alcança níveis vibratórios mentais e conscienciais que lhe facultam os níveis espirituais superiores.

Favorece também a sintonização mental com seu mestre individual, a neutralização de possíveis vícios antagônicos com as práticas religiosas e a compreensão ou percepção do que está acontecendo à sua volta.

Aí temos, em poucas linhas, um apanhado de como a boa educação mediúnica auxilia os praticantes ou médiuns.

MITOS

Os mitos sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.
É comum dizer que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que aquele que não a desenvolve.
Isto é uma verdade somente se aquele que se desenvolveu mediunicamente também compreendeu os compromissos que assumiu.
Mas é pura fantasia se ele nada entendeu sobre seus compromissos.
Uma vez que adquiriu um poder relativo, começa a se chocar com um poder absoluto, que é a Lei de Ação e Reação.
Assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.

Portanto, quando o assunto é mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente.
É preciso que esteja presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um fim em si mesmo.
Ele é, tão somente, um meio.

PRECONCEITOS

Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica.
Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores das religiões espiritualistas.

Vamos a algumas colocações correntes que pululam no meio religioso e comecemos por desmentir estas colocações negativas (e a importância da educação mediúnica):

1 – A mediunidade é uma provação purgatória

Mediunidade não é uma provação purgatória, mas sim uma provação Divina e um Dom que aflorou no ser que alcançou uma certa etapa evolutiva e assumiu um compromisso no plano astral antes de encarnar.
Se bem desenvolvida irá acelerar sua evolução espiritual.

2 – A mediunidade é uma punição cármica

Não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais.

3 – A mediunidade escraviza os médiuns

Não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimento.

4 – A mediunidade limita o ser

Não limita o ser, pois é um sacerdócio.
E, ou é entendida como tal, ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade.

Para concluir, podemos dizer que a mediunidade, por ser um Dom, tem de ser praticada com fé, amor e caridade.
Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!

Texto extraído do livro Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, Editora Madras.


O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins

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