Às minhas mais velhas professoras na Jurema, (Alexandre L'Omi L'Odò)

Magnífica fotografia de: Céu Mendonça


Às minhas mais velhas professoras na Jurema:

Estou aqui hoje, a lembrar dos bons aprendizados que tive com meu padrinho Sibamba, e minha eterna devoção, Dona Rosa, entidades espirituais do mais alto nível de força na Jurema Sagrada. Meu padrinho, sempre foi genial. Sábio e forte, fez milagres verdadeiros em minha vida. Um deles, foi ter me dado a força para tocar... Se hoje sou percussionista, devo a ele, e a ciência plantada em mim há mais de 25 anos atrás. Obrigado Mestre! Hoje minha madrinha está com 80 anos de idade e já não "trabalha" com ele como antes... Mas quando ele vem... É festa em nossos corações.

Do outro lado, tive Dona Rosa, pombojira grandiosíssima... Rainha das encruzas, mas também mestra dos saberes da cura e da bonança. Mulher inteira e poderosa. Nunca vi uma pombojira igual a ela... Ela foi mágica em minha vida. Devo a ela muito do que sei na Jurema. Meu convívio de mais de 18 anos em sua ciência me foi um presente de Pai Tupã e Mãe Tamain. Sou muito mais eu, depois da vida que tive com a senhora.

Quando me prosto aos pés de minha mesa riá, aos pés do Estado Mestre, para orar e jogar fumaça no mundo, peço muito por essas duas mulheres que me deram caminho na Ciência. Dona Leide, minha madrinha de fato, e Mãe Lúcia, professora e iyálorixá que me iniciou no candomblé.

Minha vida teve muitos acertos espiriais e poucos erros... Os erros os contabilizo como importantes em minha formação. Os acertos foram bênçãos divinas que me acompanham até hoje.

Na Corôa Riá do meu pai Malunguinho, tem muitas pedras preciosos de cura e de ciência que levarei pro túmulo comigo. O que se vive realmente na profundidade da fé e da Jurema, nunca nos deixa.

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!! "A sua corôa me cobre" de fato é de direito! Obrigado e proteja minhas velhas.

Trunfa Riá!!!

Fonte:
Melquisedec C. Rocha
Às minhas mais velhas professoras na Jurema, (Alexandre L'Omi L'Odò) Às minhas mais velhas professoras na Jurema, (Alexandre L'Omi L'Odò) Reviewed by OGAM MARIANO DE XANGÔ on fevereiro 01, 2018 Rating: 5

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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins

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