O Babalorixa José Jaime Rolim… Imortal e mestre dos apelidos, uma “biblioteca ambulante”

Considerado uma verdadeira “biblioteca ambulante”, devido ao vasto conhecimento acumulado nas diversas áreas, como a política e a educação, José Jaime era um profundo conhecedor da história do município e sabia muito da árvore genealógica dos areia-branquenses.

Na sua trajetória, José Jaime construiu um currículo invejável. Exerceu seis mandatos de vereador, foi duas vezes presidente da Câmara Municipal de Areia Branca e foi prefeito por um período de 10 dias. Foi, ainda, professor e diretor da antiga Escola Técnica Comercial (hoje Escola Municipal Professora Geralda Cruz), pesquisador, historiador, escritor e amante da boa poesia, além de ter desenvolvido atividades na Liga Desportiva Areia-branquense (LDA). Culto, era conhecedor da cultura afro-brasileira e praticante da religião demandada desse movimento originado no Brasil com a chegada dos negros, escravos vindos da África.

Em 2002, o Editor deste Blog publicou no jornal O Mossoroense uma reportagem sobre uma das façanhas de José Jaime, que escrevera um livro inteiro, “Recordações de Areia Branca” sobre apelidos. De “A” a “Z”. Para recordar esse bom momento do saudoso professor, segue a matéria na íntegra. Leia.

Apelidos que passam de pai para filho

Identificar uma pessoa pelo nome verdadeiro nas comunidades interioranas, não é tarefa fácil. Geralmente até o vizinho conhece o outro pelo apelido, nunca pelo nome recebido na pia batismal. A grande maioria tem uma alcunha com que carinhosamente é mais conhecida em suas cidades.

Em Areia Branca, por exemplo, os apelidos predominam e passam de pai para filho. Uma hereditariedade que enriquece o cotidiano de uma cidade cuja origem de muitas alcunhas está ligada diretamente à vida marítima. Quem lida com o mar, geralmente atende por um outro nome, que não tem nada a ver com o registro de nascimento.

JOSÉ JAIME LIVRO Mas quem entende mesmo de apelidos é o professor aposentado, ex-vereador e pesquisador de fatos ligados ao passado e ao presente do município, José Jaime Rolim. Em 1997 ele escreveu um livro inteiro, “Recordações de Areia Branca” (foto) sobre apelidos. De “A” a “Z”. E das formas mais variadas, com nomes de frutas, animais, cores, alimentos, religiosos, entre outras curiosidades.

O livro do professor José Jaime é o mais completo do gênero, em se tratando de pessoas exclusivamente do dia a dia desta cidade. A pesquisa feita pelo escritor foi primorosa e dá a nítida impressão que ele não deixou ninguém de fora. A começar pela sua família. A mãe Ana de Souza Rolim era carinhosamente chamada de “Nana”. A esposa Antonia de Lemos Filha, é “Branquinha”. E por aí vai.

Na letra “A” José Jaime enumera mais de uma centena de pessoas com apelidos os mais diversos. De “Alicate” a “Anjinho”. Na letra “B” o pesquisador abrange um universo de personagens locais conhecidos através de alcunhas: “Brexola”, “Berro Grosso”, “Bozoca”, “Boca Negra”, “Barrão”. Na letra “C” segue outra variedade de apelidos: “Cueca”, “Chupa-Chupa”, “Chico Peidão”, “Chico Bebe Mijo”, “Chico Priquito”, “Chico Veado”...

O mais interessante no livro de José Jaime, “Recordações de Areia Branca”, são os apelidos com nomes curiosos de animais, como “Ciço Boi”, “Manel da Cachorrinha”, “Macaco”, “Chico Preguiça”, “Burrego”. Com autoridades, os destaques são para os apelidos “Cabo Ilo”, “Ciço Majó”, “Capitão da Barra”. Com lugares: “Zé Mossoró”, “Chico Macau”, “Zé Pernambuquinho”, João do Mel”, “Severina Patu”, “Zé de Grossos”.

Também há aqueles apelidos envolvendo o bonito e o feio. Vejamos: “Lindeza”, “Feioso”, “Gracinha Elegante”, “Zé Bonitinho”, “Belinha”, etc. Os religiosos: “Manel Padre”, “Antônio Sacristão”, “Manoel do Rosário”, “Divino”, “Geraldo Milagre”, “Maria Caridade”, “Raimundo de Santa”, “Chico Santeiro”. Apelidos com nomes de cores: “Chico Preto”, “Moreninha”, “Antonio Encarnado”, “Violeta”. Nomes de alimentos: “Manel Bolacha”, “Zefa Rapadura”, “Pé de Grude”, “Feijão de Corda”, “Manteiga”, “Carlinhos Beiju”, Chico dos Queijos”.

José Jaime não esqueceu de enumerar os apelidos com nome de peixes: “Vicente Baleia”, “Maria Espada”, “Pêdo Sirigado”, “Boca de Bagre”, “Amaro Carapeba”, “Cangulinho”, “Toim Dentão”. Apelidos com nomes de temperos: “Colorau”, “Manel Vinagre”, “Maninho Cebola”, “Cabeça de Alho”, “Cebolinha”. Apelidos com frutas: “Raimundo Caju”, “Manga Azeda”, “Chico Melão”, “Ciço Macaúba”. Com Fumos e congêneres: “Fumo Bom”, “Mariquinha Cachimbo”, “Charuto”, “Brejeiro”, “Fumeiro”, Coxia”. Apelidos com batráquios: “Jia”, “Sapo Verde” e “Caçote”.

Outras curiosidades contidas no livro de José Jaime, são os apelidos com nome de flores, como “Rosinha” e “Violeta”. Os fogos de artifícios também emprestaram suas denominações a muitos areia-branquenses, como “Zé Chumbinho”, “Busca-Pé” e “Caramuru”. Com bebidas destaque para os conhecidos “Chico do Vinho”, “Chico da Cachaça” e “Marcos Montila”. Com transportes: “Pêdo Caminhão”, “Chico da Lambreta”, “Marinete”, “Carlinhos Motorzinho”. E também apelidos com nome de insetos: “Vicente Besouro”, “João Barata”, “Piolho”, “Mosquitinho”. E agora a vez das aves: “Passo de Ema”, “Chico das Galinhas”, “Passarinho” e “Antonho do Galo”.

Por último, o livro de José Jaime trás preciosidades como os apelidos com números: “Duzentos”, “Zé Treze Anos”, “Duas de Cem”, e “Cinqüentinha”. Com répteis: “Cobra”, “Maria Jararaca”, “Manel Lagartixa” e “Pêdo Jacaré”. Com assombrações: “Tatico Diabo”, “Visão da Noite”, “Alma” e “Cão”. E finalmente, apelidos com times de futebol: “Severina Bangu”, “Baraúna”, “Oscar Flamengo”, “Ceará” e “João Gama”.

Uma observação feita pelo autor, é que todos os apelidos contidos no livro foram escritos de acordo como são pronunciados e conhecidos, mesmo que isso implique em erro de ortografia.
O Babalorixa José Jaime Rolim… Imortal e mestre dos apelidos, uma “biblioteca ambulante” O Babalorixa José Jaime Rolim… Imortal e mestre dos apelidos, uma “biblioteca ambulante” Reviewed by OGAM MARIANO DE XANGÔ on abril 16, 2011 Rating: 5

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins

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