Mariano de Xangó

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15 abril 2011

Os Sete Reinos Sagrados


Cada Orixá tem suas características e responsabilidades espirituais e que participaram no processo de formação do planeta Terra.

A ciência afirma que no principio da formação do planeta ele era formado por uma massa de alta temperatura semelhante ao magma.


Podemos exemplificar dizendo que era uma esfera de alta temperatura e que foi aos poucos esfriando.


Chamamos esta primeira fase da evolução planetária de fase do fogo devido a semelhança com o elemento fogo, na doutrina chamamos de REINO DO FOGO.


Neste momento da criação/evolução planetária alguns Orixás atuaram.


Definimos como orixá regente, aquele que possui mais semelhança e afinidade com as vibrações do reino. Também é aquele orixá mais conhecido dentro da cultura religiosa umbandista.


O REINO DO FOGO é regido pelo orixá OGUM, o que abre os caminhos, o que vai na frente, o manipulador do fogo (da forja), da fundição, o guerreiro, aquele que possui um alto poder de destruição (semelhante ao fogo).


Na seqüência evolutiva o planeta começou a se resfriar, formando em sua superfície a crosta Terrestre, as rochas e demais estruturas sólidas.


Outros Orixás vieram atuar nesta fase, naturalmente orixás que manipulavam a energia apropriada deste período evolutivo.


Este período é chamado de REINO DA TERRA pela semelhança com o elemento terra, o orixá regente é XANGÔ o senhor das pedreiras e das leis.


No processo evolutivo do nosso planeta, a ciência afirma que devido a grande atividade vulcânica, decorrido alguns milhões de anos formou-se ao redor do planeta a primeira atmosfera, formada por vários gases e bem diferente da atual atmosfera.


Foi um período marcado por uma grande atividade de raios.


Esta fase evolutiva é chamada de REINO DO AR pela semelhança com o elemento ar.


O orixá regente é IANSÃ a rainha das ventanias e tempestades.


Após bilhões de anos outros orixás vieram atuar na formação do planeta e surge em sua superfície a ÁGUA.


É nesta fase que surge no planeta os primeiros seres vivos, é dentro da água que a vida brota.


O orixá regente é nossa mãe IEMANJÁ a rainha do mar, a senhora das águas, a GRANDE MÃE.


Com o passar dos anos, e estas informações são embasadas pelo estudo científico, surge no planeta as florestas, e dentro destas florestas aparecem os primeiros insetos e os primeiros animais.


O orixá regente deste reino é nosso pai OXOSSI, o senhor das matas, o caçador.


Bilhões de anos se passaram e surge na superfície do planeta o HOMEM.


Este período é chamado, para efeito de didático, de REINO DA HUMANIDADE.


O orixá regente é OXALÁ, o grande PAI, o responsável pela criação dos homens na mitologia africana.


Já apresentamos seis reinos e agora vamos conhecer o último reino, o REINO DAS ALMAS.


O REINO DAS ALMAS, é o mundo espiritual que envolve o planeta, é a morada dos espíritos, é o reino dos velhos, é a sabedoria, é o último reino, é para onde caminhamos, é o destino de todos os mortais.


O orixá regente deste reino é OMULU, o senhor das doenças e da saúde, o senhor da morte e da vida, o responsável pelos cemitérios.


Resumo:


REINO - REGENTE - COR - ELEMENTO MAGÍSTICO


Fogo - Ogum - Vermelho - Velas, cores


Terra - Xangô - Marrom - Pedras, sinais gráficos

Ar - Iansã - Amarelo - Música, essências

Água - Iemanjá - Azul Claro - Bebidas, banhos

Matas - Oxossi - Verde - Ervas, plantas, frutas, animais

Humanidade - Oxalá - Branco - As pessoas, Médiuns, Ogãs etc..


Almas - Omulu - Preto - Os espíritos


Estes sete reinos dão existência a sete tipos diferentes de vibrações, que manipuladas adequadamente se constituem na MAGIA DOS SETE REINOS SAGRADOS.


Também é a partir destas sete vibrações que são universais, ou seja, existentes em todos os rincões do universo, que os seres espirituais atuam e se manifestam na realidade do mundo material.


Estas sete vibrações são básicas, únicas, primárias, mas sua manifestação na realidade é múltipla, ou seja, todas se manifestam em conjunto, mas de forma variada, com diferentes gradações e intensidades diferentes.


São estas diferentes gradações e intensidades que revelam a realidade material e espiritual que conhecemos (e ainda iremos conhecer).

Qualquer objeto material sempre estará submetido a estas sete vibrações primordiais, independente de sua natureza, podendo em algumas situações especiais possuir uma grande afinidade vibracional com determinado tipo de vibração.


Neste caso dizemos que aquele elemento pertence a determinado reino ou Orixá.


Embora seja uma tarefa muito difícil identificar a vibração primordial de todos os elementos da natureza, ou quase impossível em alguns casos, podemos exemplificar para melhor entendimento:

A esmeralda é uma pedra verde, por ser uma pedra sua vibração principal é do reino da Terra, mas por ter uma cor verde tem forte ligação com a vibração do reino das matas.


Um rubi é uma pedra vermelha, da mesma maneira que explicamos no parágrafo anterior, por ser uma pedra pertence ao reino da Terra, mas por ter uma cor vermelha tem forte ligação com o reino do fogo.


Se fossemos utilizar estes elementos na manipulação energética, na magia dos sete reinos sagrados, utilizaríamos ambas para ativar as vibrações do reino da Terra, ou poderíamos utilizar a esmeralda para ativar as qualidades associadas da vibração da Terra e das Matas e o Rubi nas vibrações associadas da Terra e do Fogo.


É da mesma maneira que utilizamos, por exemplo, as velas:


Vela vermelha: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino do fogo, a vela vermelha intensifica a vibração do reino do fogo. Dizemos popularmente que é a vela utilizada para Orixá Ogum.


Vela Marrom: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino da Terra. A vela marrom intensifica a vibração do reino da Terra. Dizemos exotericamente que é a vela utilizada para Xangô.


Vela Amarela: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino do ar. A vela amarela intensifica a vibração do reino do Ar. É comum dizermos que a vela amarela é utilizada para o Orixá Iansã.


Vela Azul Claro: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino da água. A vela azul claro intensifica a vibração do reino da água. É comum ouvirmos falar que a vela azul claro é utilizada para oferendas para Iemanjá.


Aqui abrimos um parêntesis para comentarmos sobre os outros Orixás. A doutrina não limita a quantidade de orixás, mas apresenta o que chamamos de ORIXÁS REGENTES.


No caso do reino da água podemos também atuar, se necessário, com outras vibrações (orixás) existentes no reino.

Por exemplo: Para Oxum utilizamos vela azul escuro, água doce, normalmente em pequenas quedas de água ou pequenos riachos, onde a água escoa suavemente e delicadamente.


No caso de Nanã utilizamos a vela Roxa, normalmente águas paradas, lodo, barro etc...


Observamos que a cor das três mães são tonalidades, ou possuem alguma semelhança com o azul: Iemanjá - Azul Claro; Oxum- Azul escuro e Nanã -Roxo (ou violeta)


Continuando com as velas,


Vela Verde: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino das matas. A vela verde intensifica a vibração do reino das matas. Costumamos ouvir dizer que a vela verde deve ser utilizada para oferenda de Oxossi.


Vela branca: ativamos a vibração do fogo associada a vibração do reino da humanidade. A vela branca intensifica a vibração do reino da Humanidade que é regido por Oxalá. É comum ouvirmos que a vela branca deve ser utilizada para oferendas a Oxalá.


Vela Preta: ativamos a vibração do fogo associada ao reino das almas. A vela preta intensifica a vibração do reino das Almas. É comum ouvir dizer que vElas pretas são utilizadas para Omulu. A vela na cor preta, quando é necessário ativar as vibrações do reino das almas.

Em alguns Terreiros a vela é associada aos Exus, neste caso devido aos Exus ligados a Calunga (cemitério).


Para Omulu alguns Terreiros utilizam velas nas cores preto-amarelo, neste caso ligando a vibração do reino do Ar, regente Iansã (que tem poder sobre os eguns) e a vibração do reino das almas regido por Omulu cemitérios.


Também é utilizado, em alguns terreiros, as cores branco-preto para Omulu, associando a vibração do reino da Humanidade cujo regente é Oxalá ao reino das Almas cujo regente é Omulu. (Em nossa doutrina Omulu e Obaluaê são manifestações semelhantes)


Neste último caso é ativada a força do fogo, para as vibrações de FÉ + MAGIA que são algumas das vibrações do reino de Oxalá e Omulu (Humanidade e Almas) respectivamente.


Em alguns Terreiros, utilizam as cores branco/preto, nas guias utilizadas para os Pretos-Velhos, que em nosso caso, á a linha de trabalho que representa o reino das almas, lembrando que o reino das almas é o último reino, e representa também a velhice, a sabedoria, a magia e a espiritualidade.


As cores brancas e pretas neste caso podem representar FÉ+SABEDORIA ou FÉ+MAGIA etc...


Resumindo:

O fogo representa, entre outros tipos de vibrações, a força, a iniciativa e a destruição.

VELA VERMELHA -Quando desejamos fortalecer a iniciativa



VELA MARROM -Quando precisamos fortalecer a justiça, ou destruir as limitações


VELA AMARELA -Quando precisamos dinamizar a expansão de alguma coisa


VELA AZUL -Quando queremos fortalecer o amor


VELA VERDE -Quando necessitamos fortalecer a individualidade


VELA BRANCA -Quando queremos fortalecer nossa fé


VELA PRETA -Quando precisamos destruir magias negativas


A quantidade de velas, as cores utilizadas, a disposição das velas e os demais elementos utilizados no ritual influenciam nos resultados desejados.


Em qualquer ato de manipulação vibracional, procuramos sempre utilizar juntos elementos dos sete reinos sagrados.

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins

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