Homenagem a yalorixá Francelina Cruz


O nome Francelina Ferreira da Cruz cursa por todos os meios da sociedade areia-branquense como uma das suas mais insignes personalidades. Nascida em 1947, filha de Augusto Ferreira da Cruz e Maria Paula da Cruz, Dona Francelina viveu sua infância no bairro denominado Baixa da Maré. Aos 15 anos já começara a lecionar em sua residência (particular), demonstrando vocação para o ofício de professora. Aos 17 anos de idade fora chamada para preencher vaga como professora na Escola Francisco Fausto. Concluiu o curso primário na Escola Conselheiro Brito Guerra e o ginasial na Escola Estadual de Areia Branca, sendo que para fazer o curso secundário teve que se deslocar até a vizinha cidade de Mossoró, pois Areia Branca ainda não tinha porte para abranger tão elevado nível de ensino na época. E foi com o propósito de estudar que ela chegou até a FURRN (hoje UERN), fazendo curso superior no ramo de geografia na antiga Universidade de Mossoró. Em tempos tão difíceis, mas conseguiu superar as dificuldades do dia-a-dia, transformando-as em metas para o seu futuro. 
É uma educadora de renome em nossa cidade e responsável pela formação educacional e profissional de muitos areia-branquenses que hoje vêem nela a figura de uma grande mestra. Dona Francelina possui um curriculum vitae dos mais grados e recomendáveis para uma profissional da área de licenciatura de ensino pedagógico em nosso município. Exerceu sua profissão como professora nos seguintes estabelecimentos de ensino: Escola Conselheiro Brito Guerra, Colégio Cônego Ismar F. de Queiroz, Centro Educacional Desembargador Silvério Soares, Escola Nossa Senhora Auxiliadora, supervisora da Escola Técnica de Comércio, além de estender seu trabalho até a vizinha cidade de Grossos onde também desempenhou cargo como educadora. 
Não-obstante às suas ocupações profissionais no exercício de suas funções na sua brilhante carreira, ela também, arranjava tempo para se dedicar a sua religião e, como umbandista juramentada que é tem passado sua lição, dentro do catecismo da umbanda, contribuindo, assim, para com a formação religiosa de muitos munícipes. Ela entrou na religião pela dor quando aos 18 anos de idade, por motivos de doença, chegou até a casa do pai de santo Eurico Cabeceira (in memoriam), de onde saiu curada. Esse fato ocorreu em julho de 1965. A partir de então passou a freqüentar o Terreiro de Santa Bárbara (da veterana Dona Edwirgens), ficando lá até o ano de 1979, que por ensejos superiores desligou-se do referido terreiro e se filiou ao Terreiro Guias Unidos (hoje Centro Pai José de Aruanda), junto com os renomados José Jaime e Antonio Cruz, formando uma tríplice aliança religiosa que preponderou até o mês de abril de 1990 quando os laços foram quebrados e, desta feita, regressou ela para ao Terreiro de Santa Bárbara permanecendo lá até os dias de hoje. 
Atualmente Dona Francelina está aposentada como profissional, mas em pleno exercício na sua missão como religiosa, tendo comemorado em julho deste 43 anos de ligação direta com a sua religião. É uma sacerdotisa da religião de matriz africana que muito contribuiu para que o culto a umbanda permanecesse vivo até os dias atuais, resistindo a tanto preconceito e intolerância, advindo de partes avessas ao mesmo. 
Nós que fazemos o Jornal Axé em Notícia queremos agradecer a essa grande cidadã pelo duplo serviço que ofertou a nossa cidade: pelos seus ensinamentos pedagógicos destinados a formação educativa e pelos seus ensinamentos no âmbito religioso. 
Agradecemos também a Olorun (Deus), por enviar essa filha da Oxum, lhe outorgando tão sublime missão de dividir conosco o seu dom de grande mestra dos ensinamentos da vida. 
Que seu nome se perpetue nos anais da historia da nossa cidade.
Publicada na primeira edição do Jornal Axé em Noticia em outubro/2008
Por Noamã Jagun
Homenagem a yalorixá Francelina Cruz Homenagem a yalorixá Francelina Cruz Reviewed by OGAM MARIANO DE XANGÔ on abril 03, 2011 Rating: 5

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins

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